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Um li?der que aposta no crescimento

Acrescentar valor para os associados, atrave?s de um modelo de nego?cio inovador e assente nas necessidades dos tempos modernos e? o principal pilar da estrate?gia da Nexus que, no final deste ano sera? ja? o maior player mundial no Aftermarket.

Um crescimento vertiginoso, consomado em apenas dois anos, que se explica pelo facto de “tudo ter sido muito bem preparado” e pela “aposta em pessoas com larga experie?ncia e muito motivadas, que conhecem bem os diferentes nego?cios em que a Nexus esta? empenhada”, refere Gael Escribe, CEO da Nexus, em entrevista exclusiva a? TURBO OFICINA.

A criac?a?o de uma marca pro?pria, “que pode acarretar poupanc?as da ordem dos dois di?gitos” e “olhar atentamente para aquilo que pode representar a internet”, sa?o as prioridades imediatas.

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??Como explica o crescimento ta?o ra?pido da Nexus?

Tem a ver com o facto de estarmos perante um projeto que foi muito bem pensado, intensamente discutido e preparado antes de arrancar.

O mundo esta? a mudar, muitos mercados esta?o a crescer e a tornarem-se interessantes. Foi ai? que comec?amos por apostar. Tivemos a abordagem certa no momento certo e pretendemos atingir muito rapidamente a lideranc?a nos mercados mais maduros, como nos Estados Unidos mas tambe?m os parceiros que esta?o nos mercados emergentes esta?o muito satisfeitos porque se ligaram aos li?deres do Aftermarket, em termos de capacidade industrial, e porque passaram a ser tratados como players de primeira linha quando antes jogavam numa espe?cie de segunda divisa?o. Por outro lado, temos muitos fornecedores connosco porque os leva?mos onde existem mais possibilidades de nego?cio.

A ideia e? sermos a primeira alianc?a global e, para isso, investimos nas pessoas certas; decidimos que temos de ter uma equipa forte, com responsabilidades clara, e isso permitiu- nos avanc?ar com certezas. As pessoas esta?o motivadas.

No ini?cio disse que trazer inovac?a?o a? cadeia de fornecimento era o segredo da Nexus. O que queria dizer com isso?

A expansa?o geogra?fica e? uma forma de inovac?a?o. Por outro lado, queri?amos ser uma organizac?a?o suportada por todos os tipos de canais. Como a internet, que era ate? ha? pouco tempo ignorada nas alianc?as globais e cuja importa?ncia e? cada vez maior, obrigando-nos a estar atentos.

Ale?m disso, criamos mecanismos de maneira a facilitar o escoamento de stocks entre os parceiros e, sobretudo, concentramo-nos no desenvolvimento de uma marca pro?pria que vai ser muito importante, pois vai permitir que todos os membros comprem a partir de uma u?nica fonte, a prec?os mais acessi?veis e com qualidade assegurada. Ao centralizar as compras estamos a simplificar os processos e a acrescentar valor para os nossos parceiros.

SURGIMOS NA ALTURA IDEAL

E? possi?vel ter um modelo de gesta?o e uma estrate?gia comum para espac?os com culturas diferentes (A?frica, Europa, EUA)?

E?, porque todos os membros sa?o empresa?rios e todos partilham a vontade de fazer crescer o seu nego?cio. Portanto, apesar da diferenc?a de culturas e de li?nguas, o objetivo e? comum a todos.

A Nexus nasceu durante uma crise muito severa. Qual foi a coisa mais u?til que aprendeu?

O mercado do Aftermarket esta? a mudar muito. Ate? 2008 era um nego?cio de fami?lia muito conservador. Em 2008 o parque automo?vel estava envelhecido, especialmente em Portugal e Espanha, e a Internet comec?ou a ganhar protagonismo. O automo?vel tambe?m mudou muito e ha? uma maior necessidade de substituir pec?as. Surgimos na altura ideal.

Os parceiros esta?o prontos para aproveitar estas mudanc?as ra?pidas?

Por isso se juntaram ao grupo. A vontade de tornar a Nexus um grupo de sucesso e? comum a todos. Sabem que estamos numa encruzilhada. Ha? uma consolidac?a?o da distribuic?a?o, ha? dinheiro disponi?vel para comprar empresas e construir estruturas maiores. E? mais complicado em Espanha ou Portugal, mas em Franc?a ou na Alemanha as possibilidades de nego?cio sa?o significativas. A Internet cresce e o consumidor tem um acesso mais imediato a?s pec?as. Para se ser competitivo e? fundamental estar informado e isso e? muito mais fa?cil quando se esta? num grupo onde a diversidade nos da? uma visa?o dos diferentes mercados. Isto apesar de cada membro manter a sua autonomia para fazer o que julgar mais relevante para o seu pro?prio nego?cio.

Qual o volume de nego?cios para este ano e qual a evoluc?a?o de ha? dois anos para ca??

Fecha?mos 2014 com 3,3 mil milho?es, fecharemos 2015 com perto de 8 mil milho?es e acredito que dentro de um ano estaremos nos 12 mil milho?es. No final do ano teremos o primeiro parceiro americano, ao qual se juntara?o, em 2016, mais duas ou tre?s empresas e assim nascera? a Nexus Automotive North America.

Nessa altura os EUA sera?o o nosso maior mercado em termos de faturac?a?o, seguindo- se-lhe a Europa e A?frica.

A margem de lucro em A?frica e? aliciante?

E? diferente, mas os custos de operac?a?o tambe?m sa?o menores. Ha? mercado para pec?as originais, que e? o que procuramos. Em A?frica temos capital para investir e crescer, mas faltam as pessoas e por isso lanc?amos a Nexus Academy, para apostar na formac?a?o de pessoas nas a?reas das vendas, compras e da distribuic?a?o. Trata-se de um programa de longo prazo que visa formar as pessoas, pois so? assim conseguiremos atingir o crescimento que procuramos. Este programa resultou de um pedido expresso dos nossos membros.

DRIVE PLUS E? CRUCIAL

Todos querem baixar custos e aumentar as margens. Como e? que a Nexus lida com esta aspirac?a?o?

A criac?a?o da marca pro?pria foi muito importante. Antes, alguns dos nossos so?cios iam a? China procurar soluc?o?es; ti?nhamos 25 diretores de compras a trabalhar separadamente e agora temos uma central de compras com duas pessoas que gerem todas as necessidades dos nossos associados, garantindo-lhes os melhores custos e a qualidade que esperam. Conseguimos grandes poupanc?as para os nossos parceiros, que, futuramente, te?m de trabalhar na

parte da logi?stica para realizar poupanc?as consolidadas, pois e? aqui que residem os grandes custos. Se centralizarmos mais as compras, cortamos grandes despesas.

Qual a poupanc?a gerada para os parceiros atrave?s da marca pro?pria?

Fala-se que sera? na ordem dos 20 a 25%. Diria que sera? uma poupanc?a de dois di?gitos, mas ale?m do prec?o e? fundamental ter em conta aspetos como o tempo e a qualidade dos ??produtos. A Drive Plus, que estara? presente em 70 pai?ses, e? uma marca protegida; protec?a?o essa que acarreta custos imensos, como os registos de propriedade.

Falando em Internet. As previso?es dizem que em dez anos cerca de 20% da distribuic?a?o sera? assegurada por este canal. Concorda?

Acredito que estara? entre os 5 e 20%, dependendo do pai?s. E? uma mate?ria de cuja importa?ncia na?o duvidamos e, por isso, estamos a trabalhar numa soluc?a?o.

A entrada no nego?cio de empresas como a Amazon ou a chinesa T-Mall e? uma preocupac?a?o?

E? preciso ser perito em pec?as para gerir um site dedicado a?s pec?as. Diria que uma empresa como a ATP, na Alemanha, completamente dedicada, que sabe todos os pormenores sobre a indu?stria, sera?, provavelmente, um grande li?der.

Estamos conscientes de que e? via?vel uma colaborac?a?o entre grossistas e os sites de Internet porque e? possi?vel ter um site com 25 pai?ses clientes, mas nunca sera? possi?vel expedir os produtos em 48 horas para todos os clientes. Pode-se, sim, ter retalhistas locais para fornecer os clientes. E? um tema ambicioso que queremos explorar.

Este canal ira? crescer e depois estabilizaremos. Um passo de cada vez. E? importante que a internet fac?a parte do nego?cio, em paralelo com os intervenientes tradicionais, mas a Internet tera? um limite. A Amazon e Ebay cresceram bastante e talvez o Ali Baba tenha muito sucesso na China, mas o nego?cio da Internet e? muito dispendioso e a expansa?o esta? dependente de lucros cada vez maiores. Vamos esperar para ver quem ganha no que diz respeito a? Internet. Temos a obrigac?a?o de estar atentos para aproveitar as oportunidades. E? isso que faremos.

Ha? tambe?m produtores de pec?as a tentar entrar na cadeia de distribuic?a?o…

Alguns acham que indo direitos a?s oficinas, contornando os canais de distribuic?a?o habituais, conseguem vantagens. Mas todos sabem que antes de optarem por um atalho, tera?o de avaliar bem as conseque?ncias. Talvez alguns fabricantes tenham bons planos, mas a maioria esta? consciente dos riscos. Diria que a distribuic?a?o diz respeito aos distribuidores. Na?o levanto objec?o?es a fabricantes que queiram chamar a si a distribuic?a?o, mas acho arriscado.

A Nexus tem duas redes de oficinas: uma para ligeiros e outra para pesados. Qual o objetivo principal para esta parte do nego?cio?

A nossa ideia essencial e? aumentar a confianc?a dos clientes nas oficinas. Potenciar a lealdade e? cada vez mais um desafio em todos os nego?cios e em todo o globo. O que pretendemos e? partilhar com as oficinas os nossos conhecimentos em a?reas que sa?o cada vez mais importantes, como o carro ele?trico, a conectividade, etc. Oficinas com melhores conhecimentos e mais competentes e? algo que potencia a fidelizac?a?o dos clientes. Isso e? muito importante para todos os patamares do nego?cio.

Source: TURBO OFICINA | DEZEMBRO 2015

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